Feeds:
Posts
Comentários

Emoções/Artificiais

Proposta de roteiro de Malu Andrade e Paula Yida

Publico: Adolescentes

Material usado: walk-talkies

Como se dá a fruição em trabalhos de arte e tecnologia? O suporte torna-se parte integrante deste momento,tudo possui interligação. A tecnologia empregada é muitas vezes a discussão da própria obra.Posto isto, nossa proposta é discutir com o grupo os conceitos que permeiam toda a exposição, autonomia cibernética ( sistema e emergencia) e se esta se traduz em emoções. Para tanto é necessário se perguntar o que são emoções, o que significa artificial e como as duas palavras coexistem.

Este é um roteiro para ser feito em dupla,entretanto cada educador durante a visita ficaria com uma parte do grupo.

  •  Caracolomóbile (Tania Fraga) a obra é composta por uma estrutura pneumática que responde a estímulos neurais de emoções humanas captadas através de um capacete.

A partir de seu proprio funcionamento, discutir a capacidade da estrutura de possuir emoções, se um estado emocional traduzido em ondas elétricas pode ser subjetivo ou não, e como a estrutura responde a variadas intensidades de um mesmo estímulo. A partir das emoções discutir até que ponto vai a autonomia da máquina de transmitir um pensamento,uma emoção,pois o pensamento humano é rápido e é possivel captar inumeros estimulos por segundo,como a maquina portanto irá traduzi-los em movimento.

  • Silence Barrage ( SymbioticA)

Em um laboratorio nos EUA, uma cultura de neuronios de ratos em uma placa de chip controla por meio de impulsos elétricos robos na exposição.

Como acontece a interação entre este a parte viva e a mecanica da obra é a primeira pergunta. Os visitantes interferem na obra através de sua presença mas até que ponto, conseguiriam estes neuronios mudar seu comportamento,emergindo um novo padrão,pela presença física diária?O que significa um corpo robo e um cérebro vivo?

Para encerrar a visita proporíamos uma dinamica, os walk-talkies seriam a interface entre um grupo e outro. Dentro deste sistema (visita) possuimos apenas duas regras simples,passar pelas duas obras e começarmos juntas o fechamento,entretanto sendo o comportamento humano imprevisivel as chances de um comportamento emergente é grande ( uma das partes começar o encerramento atrasada ou adiantada) e teríamos de lidar com isto pois os walk talkies ligados servem de ponte entre uma metade e outra,os dois grupos irão trocar experiencias da suas visitas por intermédio dele. São autonomos para embarcar na proposta ou simplesmente fechar o canal de comunicação quando quiserem.

Sobre emoções

Arte em novas mídias pode ser uma definição adequada para designar o viés da arte contemporânea que, há algum tempo, tem utilizado tecnologias da informação, cibernética, interatividade. Na exposição Emoção Art.ficial 5.0 todas as possibilidades de discussão técnica, conceitual e estética são possíveis.

Visita direcionada a crianças de 06 a 08 anos.

Educador: Gilberto Vieira

#Conceituamos, a partir de exemplos cotidianos, emoção e artificial. Somos humanos, naturais, emocionais. Robôs são máquinas, artificiais. Começamos a entender o comportamento dos Bions (Adam Brown e Andrew Fagg). Conversamos de comunidade e comunicação interpessoal. Como nos comunicamos? Como percebemos a presença de um corpo incomum? Percebemos a relação amistosa dos robôs.

# Nas Hysterical Machines (Bill Vorn) tentamos perceber a relação com e entre as máquinas. Como é nosso comportamento diante delas agora? E elas, como reagem? Um novo dispositivo programou esses robôs para serem nervosos e não amistosos. Há emoção nelas? Qual? São emoções humanas? Artificiais ou naturais?

# No Autoportrait (Robotlab) uma das crianças é modelo do robô retratista. O desenho é parecido com o modelo? O retrato é um trabalho de arte? E a máquina, os comandos, a obra no espaço? As características do retrato são humanas ou maquínicas? Há diferença?

# Proponho inventarmos passos de dança antes de gravarmos nossa sombra no Balet Digitalique (Lali Krotoszynski). Depois observamos nossas próprias sombras “inventando” coreografias não imagináveis. Como é possível elas terem atingido autonomia? Como fica a minha vontade? Sou eu?

#Fechamos conversando sobre as possibilidades das novas mídias aplicadas a arte a partir do cotidiano. O que é possível inventar com um micro ondas? Como podemos discutir questões emocionais a partir de um robô ou nova tecnologia?

Nomear é organizar

Visita para adolescentes
 
Educadora Malu Andrade

Para Hélio Oiticica a palavra também era importante em seu trabalho. O artista deixou muitos escritos sobre sua produção, explicações de seu percurso intelectual. Esta visita pretende através de conceitos criados por ele abrir caminhos para a descoberta de sua obra.

Em fichas plasticadas temos os conceitos ( em letra vermelha) e suas respectivas definições, todos serão embaralhados e espalhados para que cada visitante pegue ao menos um conceito e tente descobrir qual definição se encaixa. É uma dinamica pensada para ser feita antes do primeiro contato com a exposição. Depois deste primeira atividade,cada um terá de apresentar sua palavra conceito e o porque da escolha das frases ou palavras definições. O educador não dirá se está certo ou não, isto será descoberto ao longo da visita,pois em cada obra explorada as palavras e definições discutidas aparecerão e eles a partir das fichas irão aprofundando e explorando a produção de Hélio Oiticica.

Conceitos/ Definições

  • Propor – propor : criatividade do visitante/recriar-se/particiação com todo o corpo
  • Cre-comportamento: do comportamento condicionado gera a necessidade de ultrapassar este limite/ maneira de agir
  • Cre- lazer: tempo livre,ócio/ criatividade/ não repressivo
  • Bólide : espécie de meteoro/ estrutura de experimentação sensorial/momento/ cor em forma,corpo.
  • Ato- teatro: papéis embaralhados/ ator/sem urgencia de criar nada,no tempo de cada um
  • Penetráveis: espaço cor/ habitada pelo visitante.
  • Parangolés: gíria carioca apra qual é a boa / construções feitas por moradores de rua/abrigo/ asas murchas de um pássaro ( haroldo de campos)

 

Proposta de roteiro para exposição: Hélio Oiticica – Mundo é o Museu

educadora: Mariana Vitale Teodoro da Silva

Fio condutor: Relação ESPECTADOR / OBRA DE ARTE

Público alvo: Ensino Médio

Acolhimento

Lançar perguntas ao integrantes do grupo sobre o que eles entendem por arte. Existe um espaço apropriado para a arte? Como ela se manifesta? Quem é o artista? O que ele faz?Apresentar o artista, Hélio Oiticica, que será visto na exposição.

Desenvolvimento

1ª Obra: Relevo espacial A19

A partir da observação deste trabalho levantar questões sobre:

Estrutura da obra, que espaço ela ocupa?

Comparando-a com um quadro é possível localizar frente e verso?

Como a cor se relaciona com tal estrutura, esta a prende ou a solta (observação dos vértices da obra).

Como a cor se manifesta? Há variações? Podemos alterar a cor? De que maneira? O que isto implica na obra?

O que você fez para ver a obra?

A partir do diálogo estabelecido contextualizar o percurso de H.O., a ruptura com a pintura tradicional mencionando a fala de próprio sobre “a pintura no espaço real”.

2ª Obra: Pequeno Núcleo nº 1

Dar continuidade à discussão iniciada na obra anterior, inclusive com perguntas já feitas para o Relevo a fim de aprofundar a reflexão:

Relação espacial do trabalho, que espaço este objeto ocupa?

Como seu  corpo se comporta diante do trabalho?

Você ocupa algum espaço na obra? Se sim, qual?

Como você vê a cor neste trabalho? Ela pode ser alterada por nós? De que maneira? Estabelecer relação do tempo/cor, a continuidade/movimento da cor que se relaciona com o tempo real (sem fragmentações, Bergson) . “Movimentar virtualmente a cor”; “Busca da dimensão infinita da cor” H.O.

3ª Obra: Parangolés

Num primeiro momento estimular uma interação com os trabalhos. Num segundo momento, a partir da experimentação do grupo trazer para a discussão os seguintes tópicos:

Relação do corpo com o trabalho.

Como a cor (vista nas obras anteriores) se manifesta nestes trabalhos?

Qual é a movimentação do corpo em relação aos trabalhos? É a mesma estabelecida diante do relevo e do núcleo? Diferenças, semelhanças? Quais?

Contextualizar a vivência do H.O. nas favelas, abordando a questão arquitetônica que se manifesta de maneira orgânica e traçar paralelos com os parangolés a partir de perguntas, tais como: se existe um único jeito de vesti-lo, se são todos iguais, se são feitos do mesmo material, se se movimentam da mesma forma, o que dá a eles tais movimentos.

Trazer para a conversa o novo elemento que surge na experiência, a figura do participador e tratar sobre a sua manifestação, sua condição, sobre os sentidos abarcados  nesta relação de união trabalho de arte/ser humano.

Fechamento

4ª Obra: Bólide Mergulho do Corpo

Para o fechamento trazer a reflexão sobre a frase do Bólide “mergulho do corpo”, que significados ela pode ter e quais são as relações que podem ser estabelecidas  com os trabalhos vistos anteriormente. Retomar o percurso feito relembrando a postura corporal diante de cada trabalho: o que mudou, que implicações tais posturas tiveram perante as obras. E trazer o nome da exposição, Museu é o mundo, para a discussão de modo a deixar “frestas” para que cada um reflita a partir do olhar da vivência cotidiana, que se dará num momento posterior à visita realizada na exposição.

 


O nome das coisas

Público: 2° e 3° Colegial

Educador: Gilberto Vieira

1. Acolhimento

A invenção. Para criar algo e fazer pensar, é preciso de quê? Apresento Hélio Oiticica como inventor e questionador da arte universal. Conversa sobre o prazer da inteligibilidade, o sentir como parte da fruição artística. Proponho (como desafio) a “libertação sensorial” como requisito para a visita.

2. Metaesquema

Plástica musical. Como essas formas se comportam no espaço do quadro? É desenho ou pintura? Apego-me ao termo. O que pode ser META? E ESQUEMA? Inicio discussão sobre a cor, sobre a libertação dela (a partir de pontos de vista) e sobre a vontade do salto para o espaço.

3. Bilateral

A relação com o espaço. O que mudou? Proponho perceber o espaço físico, sensório [ homem-material-forças-espaço] Como as formas dos Metaesquemas se comportam aqui? Como a participação com o trabalho muda? Há a participação corporal efetiva. Vamos ao termo (BI LATERAL). O que ele sugere?

O branco-cor; Cor-luz e a importância da cor para Hélio Oiticica. Que relações há com as cores do Metaesquema?

4. Penetrável PN1

Experimentação/sentimento/sensação. Como funciona a participação corporal aqui? E a relação com o espaço? Que espaço é esse? Influi o que está fora? O EU dentro do trabalho. O termo: “A arte de Hélio Oiticica é uma arte PENETRÁVEL”.

Como acontece a vivência da/com a cor? A estrutura-cor.

5. B44 Bólide Caixa 21

HO concretiza um novo jeito de fazer arte. Importância do interpessoal. A transformação do expectador em participador. Participação como atividade da proposição [ criação-processo-inacabamento-indeterminação]. Discussão do termo BÓLIDE. Ele já subiu a favela. Relações com a marginalidade. Mineirinho e a experiência da favela. O que é o marginal? Estamos perto da bandeira “Seja marginal seja herói”. Como o heróico se relaciona com a marginalidade? O verbo e a ação, a fruição, o questionamento.

6. Parangolé P4 Capa 1

Hélio oiticica aprende a sambar. O que é? O que fazer? Propor-propor com Parangolés. Sentir, dançar. Discutir sobre a participação do outro. O verbo e a ação, a fruição, o questionamento. PARANGOLÉ.

7. Fechamento

Qual o caminho percorrido pela exposição? Como caminha o trabalho de Hélio Oiticica? O que pensar sobre a arte agora? O que é possível? O que não é? Ideias de Museu Mundo. O caráter do museu. A invenção e o ‘exercício experimental da liberdade’. Proposta de Delírio Ambulatório.

PROPOSTA DE VISITA PARA CRIANÇAS DE 6 A 8 ANOS.

EDUCARORA: CAROLINE RODRIGUES.

“METÁFORA UNIFICADORA, O LABIRINTO APRESENTA O MUNDO COMO ENTRELAÇAMENTO DO PREVISÍVEL E IMPREVISÍVEL, SENDO APROPRIADO PARA FIGURAR ESTADOS FRAGMENTÁRIOS DE DISSOLUÇÃO.”

(CELSO FAVARETO)

Aquecimento

  • Boas vindas; “quem já foi em exposição de arte?”; “essa é uma exposição diferente…”
  • Mitos e lendas: saci-pererê, curupira, mitos gregos.
  • Verdade ou mentira?
  • “O mito é o nada que é tudo.
    O mesmo sol que abre os céus
    É um mito brilhante e mudo.” Fernando Pessoa

O Minotauro – Contação do Mito

Artista/Exposição

  • Hélio Oiticica: artista brasileiro que gostava muito de labirintos e inventou muitos mistérios…
  • Exposição de 3 andares, veremos algumas obras, e tentaremos revelar os mistérios por trás delas.
  • Prazer, dona Ariadne!
  • Segurem o fio de Ariadne, respirem fundo! Vamos ao 1M.

Obra Número 1

  • Guache do Grupo Frente, 1955.
  • Qual é o mistério dessa pintura?
  • Como o artista criou esse mistério? Cores, formas geométricas, sugestões.

Obra Número 2

  • Relevo espacial, 1959.
  • O que mudou nessa obra?
  • Qual a diferença entre a força das cores?
  • A cor é forte como o nosso fio! Cor-luz… O sol é um mistério… (resgate do poema do Pessoa)
  • A conquista do espaço, “vamos girar em roda em volta dela… cada um vê de um lugar diferente.”
  • Vamos ao 1S.

Obra Número 3

  • Bólide Apropriação, 1978 (água e areia).
  • Qual é o mistério aqui?
  • Aproveitamento das respostas…
  • Gênio da lâmpada subdesenvolvido (penetravelzinho).
  • Apontando para um bólide mais recente, comparo: de núcleo da cor a núcleo da vida (terra e água).
  • Vamos ao 2S.

Obra Número 4

Rhodislândia, 1971.

  • “Soltem o fio de Ariadne e penetrem nesse labirinto por conta própria, em alguns minutos eu “salvo” vocês.”
  • Resgate: retorno ao fio-luz.

Fechamento

  • Sentar em roda no canto do 2S.
  • Falar dos mistérios desvendados, dos que ainda ficaram, da fantasia…
  • Adultos na mesma brincadeira.
  • Arte como mito/brincadeira muito séria/mistério.

Pra pensar no labirinto…

“Não precisamos correr sozinhos o risco da aventura, pois os heróis
de todos os tempos a enfrentaram antes de nós.

O Labirinto é conhecido em toda a sua extensão. Temos apenas que seguir a trilha do herói, e de lá,onde temíamos encontrar algo abominável, encontraremos um deus.
E lá, onde esperávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos.
Onde imaginávamos viajar para longe, iremos ao centro de nossa própria existência.
E lá, onde pensávamos estar sós, estaremos na companhia de toda a
humanidade.”

(Joseph Campbell)

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.